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Qualidade do ar interior: principais poluentes

Um projecto de construção eco-passiva pode ser motivado por várias questões, incluindo a protecção ambiental, a diminuição das facturas de energia e um melhor conforto interior. Esta última é um desafio importante, pois a saúde em casa está a tornar-se uma parte central da nossa vida quotidiana. Descubra quais são os principais poluentes do ar interior, as suas consequências para a saúde e as boas práticas para reduzir o seu impacto.

Na Europa, a OMS estima que a poluição do ar é responsável por cerca de 600 000 mortes por ano, das quais quase 20% são devidas à poluição do ar interior. Em média, passamos mais de 80% do nosso tempo em espaços fechados (habitações, transportes, escritórios, escolas, etc.), tornando a qualidade do ar interior uma questão importante. 

Mas de onde vem esta poluição nas nossas casas?

Como a Agência Francesa para o Ambiente e a Gestão da Energia (ADEME) nos lembra no seu folheto «  Un air sain chez soi  » (« Um ar saudável em casa  »), as fontes de poluição são diversas e podem ser classificadas em três categorias:

  • Equipamentos: aparelhos de combustão tais como fogões ou lareiras, caldeiras e ventilação.
  • Materiais: isolamento, tinta, verniz, cola, têxteis, etc…
  • Actividades dos ocupantes: utilização de aparelhos domésticos (cozedura, aspirador, máquina de lavar roupa, etc…), armazenamento de resíduos, fumo de tabaco, produtos de limpeza, etc…

Entre estas três fontes de poluição, os principais poluentes são os seguintes:

  • Monóxido de carbono: Trata-se de um gás mortal, incolor e inodoro, que é libertado por aquecedores de combustão ou de produção de água quente com manutenção deficiente.
  • COV e COSV (Compostos Orgânicos Voláteis e Semi-Voláteis): São substâncias que evaporam para o ar ambiente e provêm de materiais de construção ou decoração, mobiliário tratado, tintas, produtos de limpeza, etc…
  • Poluentes biológicos: Estes provêm de organismos vivos como o mofo, ácaros,…
  • Partículas e fibras: Estas incluem partículas de pó no ar (pólen, alergénicos, etc…) e fibras geralmente encontradas no isolamento (lã de vidro, celulose, etc…).

A exposição a estes poluentes pode ter consequências dramáticas, particularmente no caso de envenenamento por monóxido de carbono. Para outros poluentes, as consequências dependerão do grau e duração da exposição, bem como do perfil exposto (pessoas idosas, crianças, etc…). Em caso de exposição elevada, os sintomas podem ser dores de cabeça, tosse, náuseas, problemas respiratórios e irritação. Uma exposição menor mas repetida pode ter efeitos a longo prazo e levar a doenças crónicas como a asma e alergias.

Para limitar a poluição do ar interior, há uma série de boas práticas. Entre as mais fáceis e essenciais: arejar a casa duas vezes por dia durante cerca de dez minutos e cada vez que a actividade dos ocupantes altera a qualidade do ar (cozinhar, lavar, tomar banho, etc…). Idealmente, optar por um sistema de ventilação de duplo fluxo, utilizado em casas passivas, para facilitar a renovação do ar interior. O sistema de ventilação de duplo fluxo extrai ar poluído de áreas como a cozinha e as instalações sanitárias, e fornece ar novo e limpo (graças aos filtros) a salas e quartos. Este sistema limita a humidade e o desenvolvimento de bolores, que são responsáveis por muitos problemas respiratórios, e minimiza a concentração de poluentes. Contudo, tenha o cuidado à manutenção da VMC, trocando os filtros uma a duas vezes por ano. Esta recomendação também se aplica a todos os aparelhos domésticos. Outra recomendação para uma boa qualidade do ar interior é a utilização de materiais de construção saudáveis, isentos de verniz e COV. No caso da construção passiva, o risco sanitário é um dos critérios para a escolha de materiais de isolamento e revestimento. Por fim, para limitar os poluentes em casa, escolha cuidadosamente os seus produtos de limpeza e mobiliário. Existem rótulos, tais como o rótulo europeu EU Ecolabel, que reconhece os produtos que são amigos do ambiente e saudáveis.

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