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Qual é a diferença entre os painéis solares e fotovoltaicos?

Face ao aumento dos preços da energia (gás, electricidade e combustível), as energias renováveis estão a ganhar terreno e representam uma alternativa sustentável e cada vez mais fiável. Entre os recursos naturais utilizados pelos particulares para produzir energia, o sol é o mais procurado através de painéis solares térmicos ou fotovoltaicos. Mas qual é a diferença entre estas duas tecnologias?
O sol: um recurso com grande potencial 

Antes de mais, é preciso lembrar que, para produzir energia, é a luz do sol que conta, e não o calor. Assim, mesmo no Inverno, quando as temperaturas são baixas, o sol pode produzir energia para pré-aquecer água e ar ou para gerar electricidade. A energia solar tem duas grandes vantagens sobre a energia hídrica e eólica: é um recurso limpo e acessível. É limpo porque é um recurso que não prejudica o ambiente e não causa poluição durante o processamento. É de notar que a grande maioria dos componentes dos painéis são recicláveis. Acessível, uma vez que a instalação de painéis é relativamente acessível, com poucas restrições e de fácil manutenção. 

A diferença entre painéis solares térmicos e fotovoltaicos 

Existem duas categorias de painéis solares: painéis solares térmicos e painéis solares fotovoltaicos. Um painel solar térmico capta os raios solares e transforma-os em calor, que é depois reutilizado para água quente sanitária ou aquecimento. Um painel solar fotovoltaico transforma os raios solares em electricidade para fazer funcionar os vários aparelhos eléctricos em casa. A electricidade dos painéis fotovoltaicos pode ser utilizada continuamente, armazenada em baterias ou vendida à rede no caso de produção excedentária.

Existem também os chamados painéis solares híbridos no mercado, ou seja, painéis com colectores mistos que produzem electricidade e calor. Uma grande vantagem desta tecnologia, os painéis fotovoltaicos quando atingem uma determinada temperatura perdem eficiência, num painel híbrido temos água a circular que irá arrefecer o painel e permitir manter o rendimento. Esta tecnologia é necessariamente mais dispendiosa de adquirir.

Em Portugal, o governo exige “a instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento de água sanitária nos edifícios novos (…) sempre que haja exposição solar adequada”. Para tal, devem ser chamados peritos para determinar as necessidades energéticas da casa, a tecnologia apropriada, o local adequado e para realizar uma instalação óptima. O site da ADENE (Agência para a Energia) lista as empresas portuguesas qualificadas (marcas e instaladores) no terreno.

Um contexto português ideal, no entanto…

Com uma média de 300 dias de sol por ano, Portugal é o ambiente perfeito para o desenvolvimento da energia solar. No entanto, o Jornal de Negocios salienta que “a Alemanha, que não tem essa benesse, pelo menos como Portugal, tem 4.8 GW de energia solar instalada, sendo o maior mercado de energia solar da Europa”. Um atraso português explicado em parte pela criação tardia de centrais fotovoltaicas. Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN (Associação de Energias Renováveis), recorda que “quando, finalmente, a tecnologia [solar] começa a mostrar ser promissora Portugal entra em crise económica e financeira, o que fez com que o setor praticamente estagnasse.” Mas o governo está ciente do atraso, como evidenciado pela inauguração, em Outubro de 2021 no Algarve da maior central fotovoltaica do país, com mais de 661 500 painéis.

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