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Conforto térmico : O Inverno numa casa passiva

As construções passivas diferem das construções tradicionais pelo seu conforto térmico, pela qualidade do ar interior e pelo consumo de energia. Face às baixas temperaturas de Inverno e humidade ambiente, eis como as casas passivas se distinguem em termos de conforto térmico.
Conforto térmico : três critérios-chave

O conforto térmico é uma sensação de bem-estar do corpo em relação ao ambiente térmico interior da habitação. O nível de conforto térmico varia de acordo com três critérios principais: a temperatura ambiente, o nível de humidade e a presença de correntes de ar. A norma da Passivhaus considera que a temperatura média das habitações no Inverno deve ser de 20ºC, a humidade entre 35 e 55% e as fugas de ar devem ser reduzidas ao mínimo.

Conforto térmico e construção passiva

Para alcançar estes critérios de conforto térmico, as construções passivas obedecem aos seguintes princípios:

  • Excelente isolamento da envolvente externa do edifício para eliminar pontes térmicas, que são propícias aos bolores e fungos.
  • Janelas de excelente performance térmica.
  • Um envelope hermético para evitar humidade e a perda de calor.
  • Uma ventilação mecânica controlada (VMC) com recuperação de calor.

Para além destes princípios básicos, a construção passiva partilha os princípios da construção bioclimática, que tem em conta factores ambientais: orientação da casa para tirar partido dos ganhos solares e evitar os ventos dominantes, favorecer os vidros virados a sul, favorecer a vegetação com folhagem caduca para uma melhor luz solar…

O calor numa casa passiva

Para ser certificado Passivhaus, um edifício deve ter uma necessidade de aquecimento inferior ou igual a 15 kWh/m² por ano (ou seja, 4 a 10 vezes menos do que para uma casa tradicional).

Nos edifícios tradicionais, a grande diferença de temperatura entre as paredes e as janelas implica sistematicamente a instalação de um radiador debaixo da janela para um melhor conforto térmico. Ao favorecer o isolamento térmico de alto desempenho e a instalação de janelas de alto desempenho, os edifícios passivos reduzem consideravelmente a necessidade de aquecimento. 

Dentro de uma habitação passiva localizada num país com um clima mediterrânico como Portugal, a distribuição de calor por VMC de fluxo duplo, o calor fornecido pelos ganhos internos (calor humano, cozinha, aparelhos domésticos) e os ganhos solares compensam geralmente a perda de calor.

Note-se que, dependendo do clima, quando as temperaturas são muito baixas ou quando a habitação está desocupada durante um longo período de tempo, estes ganhos de calor podem não ser suficientes. Neste caso, é possível, por exemplo, acoplar na VMC uma bateria de aquecimento alimentada por uma bomba de calor.

Uma das vantagens da construção passiva é a estabilidade do conforto térmico tanto no Verão como no Inverno. 

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Photo by Osman Rana on Unsplash

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